Ginecologia & Hormônios · Climatério

Menopausa: Sintomas, Tratamento e Como Agendar uma Avaliação Especializada (2026)

Fogachos, sono, humor e peso — as opções de tratamento hormonais e não hormonais disponíveis em 2026, incluindo a novidade aprovada pela Anvisa.

Por Dr. Rodrigo Hermones · CRM-MG 41272 · RQE 15018 · Ginecologia e Obstetrícia · Atualizado em agosto de 2026

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Dr. Rodrigo Hermones — CRM-MG 41272 · RQE 15018 · Ginecologista e Obstetra, 22 anos de atuação, especialista em medicina integrativa e saúde hormonal e cardiometabólica. Atende na Clínica Saúde & Performance, em Nova Serrana (MG), e por telemedicina.

A menopausa é a data da última menstruação, confirmada apenas 12 meses depois de ela ocorrer, e costuma vir acompanhada de fogachos, alterações de sono e humor, além de mudanças no peso corporal. Hoje existem opções de tratamento hormonais e não hormonais — incluindo uma novidade aprovada no Brasil em 2026 — e a avaliação inicial pode ser feita com um ginecologista especialista em menopausa em Nova Serrana (MG).

Quais são os sintomas do climatério e da menopausa, e como diferenciar de outras causas?

Climatério e menopausa não são sinônimos. Climatério é a fase de transição hormonal que pode durar anos; menopausa é um marco pontual dentro dela. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), só é possível afirmar que uma mulher chegou à menopausa 12 meses após a última menstruação, o que no Brasil acontece, em média, aos 48 anos. A entidade estima que cerca de 17 milhões de brasileiras estejam hoje no climatério.

Sintomas mais comuns do climatério

Os sintomas surgem porque a queda do estrogênio desregula o centro de controle de temperatura do cérebro e afeta outros sistemas do corpo. Os mais relatados são:

  1. Fogachos e suores noturnos (ondas de calor repentinas, com rubor e sudorese).
  2. Alterações do sono, incluindo insônia e despertares noturnos.
  3. Oscilações de humor, irritabilidade e maior vulnerabilidade emocional.
  4. "Névoa mental" — dificuldade pontual de concentração e memória, que tende a se ajustar com o tempo.
  5. Ressecamento vaginal e queixas sexuais, presentes em parte relevante das mulheres nessa fase.
  6. Mudanças na composição corporal, com redistribuição de gordura para a região abdominal.

Quando os sintomas podem não ser menopausa

Nem todo sintoma nessa faixa etária é climatério. Cansaço, alteração de peso e oscilação de humor também aparecem em disfunções da tireoide, por exemplo — por isso a avaliação com ginecologista inclui, além do quadro clínico, exames como FSH e TSH para diferenciar as causas antes de qualquer conduta.

A menopausa tem tratamento? Só existe reposição hormonal?

Não. A reposbção hormonal continua sendo a abordagem mais estudada e a mais indicada para sintomas moderados a intensos em mulheres sem contraindicação, mas o tratamento da menopausa hoje inclui mais de uma opção.

Terapia hormonal (TRH): quando é indicada

Segundo o Consenso Brasileiro de Terapia Hormonal da Menopausa (2023) da FEBRASGO, a TRH é a mais indicada para sintomas moderados a intensos, especialmente dentro da chamada "janela terapêutica" (início até os 60 anos ou até 10 anos após a última menstruação). Essa recomendação também reflete a reanálise mais recente dos dados do Women's Health Initiative (WHI), estudo americano que, ao longo dos anos, redefiniu como a medicina avalia o risco-benefício da terapia hormonal por idade e tipo de hormônio.

Fezolinetanto (Veoza®): a novidade aprovada em 2026

2026 trouxe uma mudança relevante: o Brasil passou a ter, pela primeira vez, uma opção não hormonal desenvolvida especificamente para fogachos.

Em junho de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o fezolinetanto — comercializado como Veoza®, da Astellas Farma — via Resolução 2.430/2026. O medicamento age bloqueando um receptor cerebral (neurocinina 3) envolvido na regulação da temperatura corporal, sem repor hormônios. É voltado sobretudo a mulheres que não podem fazer terapia hormonal, como pacientes com histórico de câncer de mama.

Vale registrar que ele trata apenas os sintomas vasomotores — não substitui a reposbção hormonal em relação a ressecamento vaginal, proteção óssea ou cardiovascular — e sua disponibilidade em farmácias ainda depende da definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Como é definido o tratamento individualizado

Em linhas gerais, as opções hoje discutidas em consulta com ginecologista especialista em climatério incluem:

  1. Terapia hormonal (TRH) — estrogênio isolado ou combinado a progesterona, com via de administração (oral ou transdérmica) escolhida conforme o perfil de risco de cada paciente.
  2. Fezolinetanto (Veoza®) — não hormonal, indicado principalmente para fogachos moderados a intensos em quem não pode ou prefere não usar hormônio.
  3. Alternativas não hormonais mais antigas — como certos antidepressivos e gabapentina, usados historicamente com eficácia mais limitada para esse fim.

A definição do tratamento é sempre individualizada, considerando idade, tempo de menopausa, sintomas predominantes e histórico de saúde — não existe protocolo único aplicável a todas as mulheres, o que reforça a importância de agendar uma avaliação com ginecologista antes de iniciar qualquer tratamento.

A menopausa faz engordar? Dá para evitar esse ganho de peso?

A queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura na região abdominal e a perda progressiva de massa muscular, o que altera o metabolismo mesmo sem grandes mudanças na alimentação.

Por que o metabolismo muda nessa fase

Essa mudança metabólica é um dos motivos pelos quais o acompanhamento no climatério costuma ir além da balança, avaliando também outros marcadores de saúde metabólica e cardiovascular junto ao ginecologista.

Acompanhamento da composição corporal

O uso de bioimpedância, como o InBody 270S utilizado na Clínica Saúde & Performance, permite observar a evolução da composição corporal — músculo, gordura visceral e água — ao longo do tratamento, e não apenas o peso total.

TRH e medicamentos para controle de peso: o que os estudos mostram

Um estudo publicado em 2026 na The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women's Health observou que, em mulheres na pós-menopausa com obesidade, a combinação de terapia hormonal com tirzepatida resultou em maior perda de peso do que o uso isolado do medicamento.

Esse achado é preliminar e depende de confirmação por ensaios clínicos randomizados — não deve ser interpretado como indicação automática de associação entre os dois tratamentos, e a decisão exige avaliação individual.

Fazer terapia hormonal isoladamente não deve ser vista como estratégia de emagrecimento — seu objetivo principal é o alívio dos sintomas do climatério e a proteção de longo prazo quando indicada; o manejo do peso, quando necessário, é discutido à parte, dentro de uma avaliação metabólica completa.

Como Agendar uma Avaliação para Tratar os Sintomas da Menopausa em Nova Serrana (MG)

O primeiro passo para tratar os sintomas do climatério é uma consulta com ginecologista especialista em menopausa, que vai avaliar o histórico de saúde, solicitar os exames necessários (como FSH e TSH) e indicar, entre as opções hormonais e não hormonais, a mais adequada para cada caso.

O Dr. Rodrigo Hermones (CRM-MG 41272, RQE 15018) atende pacientes com sintomas de climatério e menopausa na Clínica Saúde & Performance, em Nova Serrana (MG), e também por telemedicina. O valor da consulta e dos exames complementares é definido durante o agendamento, de acordo com a avaliação necessária em cada caso.

Pronta para tratar os sintomas da menopausa?

Agende uma avaliação — presencial em Nova Serrana ou por telemedicina — e descubra qual opção de tratamento é mais adequada para o seu caso.

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Perguntas frequentes sobre menopausa

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

Climatério é toda a fase de transição hormonal, que pode durar anos; menopausa é o marco pontual — a data da última menstruação, só confirmada 12 meses depois de ela ocorrer.

Em que idade a menopausa costuma ocorrer no Brasil?

Em média, aos 48 anos, segundo a FEBRASGO, embora exista variação individual relevante.

É possível tratar os fogachos sem hormônio?

Sim. Desde 2026, o fezolinetanto (Veoza®) é uma opção não hormonal aprovada pela Anvisa especificamente para fogachos, além de alternativas não hormonais mais antigas, como certos antidepressivos e gabapentina.

A reposbção hormonal serve para emagrecer?

Não. Seu objetivo principal é o alívio dos sintomas do climatério e a proteção de longo prazo quando indicada — o manejo do peso é discutido à parte, dentro de uma avaliação metabólica completa.

Principais pontos

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