Por Dr. Rodrigo Hermones · CRM-MG 41272 · Ginecologia e Obstetrícia · Atualizado em agosto de 2026
Dr. Rodrigo Hermones — CRM-MG 41272 · Ginecologista e Obstetra, especialista em medicina integrativa e saúde hormonal. Atende na Clínica Saúde & Performance, em Nova Serrana (MG), e por telemedicina.
O DIU (dispositivo intrauterino) é hoje um dos métodos contraceptivos mais indicados por sociedades como a FEBRASGO e o ACOG, por reunir alta eficácia, longa duração e reversibilidade imediata após a remoção. Mas existem diferentes tipos de DIU no mercado, com hormônio ou sem hormônio, com durações de 5 a 10 anos, e cada um tende a se encaixar melhor em um perfil de paciente. Este guia explica as diferenças para te ajudar a chegar mais preparada à consulta.
O que é o DIU e como ele evita a gravidez
O DIU é um pequeno dispositivo em formato de T, inserido dentro do útero pelo médico durante uma consulta. Uma vez posicionado, ele age localmente, sem depender de uso diário, o que elimina o principal motivo de falha de métodos como a pílula: o esquecimento.
DIU de cobre: ação espermicida natural
O cobre libera íons que alteram o ambiente uterino, tornando-o hostil aos espermatozoides e dificultando a fecundação. Não contém hormônio.
DIU hormonal: espessamento do muco cervical
Os DIUs hormonais liberam levonorgestrel diretamente no útero, o que espessa o muco cervical, dificulta a passagem dos espermatozoides e afina o endométrio. A maioria das usuárias mantém a ovulação normal.
Quais são os tipos de DIU disponíveis atualmente
No Brasil, as opções mais usadas se dividem em dois grupos: os não hormonais (cobre e cobre/prata) e os hormonais (Mirena e Kyleena). Veja as diferenças entre eles:
Sem hormônio · Duração de até 10 anos
DIU de cobre (TCu 380A)
É o DIU não hormonal mais estudado, com duração aprovada de até 10 anos e alta eficácia contraceptiva. Por não conter hormônio, não interfere no humor, na libido ou no peso. Costuma deixar o fluxo menstrual mais intenso e as cólicas um pouco mais fortes nos primeiros meses, por isso é uma opção a avaliar com cuidado em quem já tem fluxo aumentado ou cólicas importantes.
Sem hormônio · Duração média de 5 anos
DIU de cobre e prata
Funciona pelo mesmo princípio do DIU de cobre puro, mas o núcleo de prata reduz a fragmentação e a oxidação do cobre, o que pode diminuir um pouco a intensidade das cólicas e do sangramento em algumas pacientes. Também tem formato em Y, que facilita a inserção.
Hormonal (levonorgestrel 52mg) · Até 8 anos para contracepção
DIU hormonal Mirena
Com a maior dose de hormônio entre os DIUs hormonais, costuma reduzir de forma expressiva o volume do sangramento menstrual, podendo até interrompê-lo em parte das usuárias. Por isso, além da contracepção, é frequentemente indicado em casos de sangramento uterino aumentado, miomas, adenomiose e endometriose. A ANVISA atualizou a bula para uso contraceptivo de até 8 anos.
Hormonal (levonorgestrel 19,5mg) · Até 5 anos
DIU hormonal Kyleena
Tem menor dose hormonal e dimensões reduzidas em relação ao Mirena, o que costuma torná-lo mais confortável para inserção em adolescentes e mulheres que nunca engravidaram. Mantém alta eficácia contraceptiva, com efeito sobre o fluxo menstrual geralmente mais discreto que o do Mirena.
Qual é o melhor DIU para o meu caso?
Não existe um DIU "melhor" de forma universal — existe o mais adequado para cada histórico clínico e prioridade. Alguns pontos que costumam pesar na escolha:
- Nunca engravidou ou é adolescente: DIUs de menor porte (Kyleena) tendem a ser mais confortáveis, mas o cobre também é uma opção segura de primeira linha.
- Fluxo menstrual intenso, miomas ou endometriose: o Mirena costuma ser a escolha com maior benefício adicional ao efeito contraceptivo.
- Preferência por não usar hormônio: o DIU de cobre (ou cobre e prata) é a alternativa não hormonal de longa duração.
- Amamentando: tanto os hormonais quanto o de cobre podem ser indicados, geralmente a partir de 4 semanas pós-parto.
- Perimenopausa: o DIU hormonal pode compor a estratégia de reposição hormonal, protegendo o endométrio.
Quando o DIU não é indicado
Há situações em que o DIU é contraindicado e precisa ser avaliado com cautela: gravidez confirmada ou suspeita, sangramento vaginal sem diagnóstico, infecção pélvica ativa, malformações uterinas ou miomas que distorçam a cavidade, e alguns tipos de câncer ginecológico em tratamento. A avaliação clínica individual é sempre o que define a indicação final.
Como agendar a colocação do DIU em Nova Serrana
A colocação é feita em consultório, em uma consulta que inclui avaliação clínica, exame ginecológico e, quando necessário, ultrassonografia prévia para confirmar o formato e o tamanho do útero. O procedimento em si dura poucos minutos.
Como é a dor na colocação e como ela é reduzida
É comum sentir uma cólica breve durante a passagem do dispositivo pelo colo do útero. Estratégias como anestésico local, analgesia prévia orientada e uma técnica cuidadosa de inserção ajudam a reduzir bastante esse desconforto.
Retorno e acompanhamento
Um retorno costuma ser agendado semanas após a inserção para confirmar o posicionamento correto do DIU, geralmente com ultrassonografia de controle.
Quanto custa colocar um DIU?
O valor varia conforme o tipo de DIU escolhido (o dispositivo em si tem custos diferentes entre cobre, cobre/prata, Kyleena e Mirena) e conforme a cobertura do convênio ou o atendimento particular. Para saber o valor exato para o seu caso, o caminho mais direto é agendar uma consulta de avaliação.
Antes de decidir: as informações acima são educativas e não substituem uma avaliação médica individual. A indicação do tipo de DIU depende do seu histórico de saúde, exame físico e, em alguns casos, ultrassonografia prévia.
Pronta para agendar a colocação do seu DIU?
Fale com a equipe do Dr. Rodrigo Hermones e marque sua consulta em Nova Serrana para descobrir qual DIU combina com o seu momento de vida.
📱 Falar no WhatsAppPerguntas frequentes sobre DIU
Colocar DIU dói muito?
A maioria das pacientes sente uma cólica forte e breve durante a passagem pelo colo do útero, que diminui em minutos. O nível de desconforto varia de pessoa para pessoa e pode ser reduzido com anestésico local e analgesia orientada antes do procedimento.
Posso colocar DIU se nunca tive filhos?
Sim. FEBRASGO e ACOG consideram o DIU um método de primeira linha também para adolescentes e mulheres nuligestas. Nesses casos, dispositivos menores como o Kyleena costumam ser mais confortáveis.
DIU engorda ou causa acne?
O DIU de cobre não tem hormônio e não causa esses efeitos. Os DIUs hormonais liberam levonorgestrel quase exclusivamente dentro do útero, com absorção sistêmica muito baixa, por isso o impacto em peso e pele costuma ser pequeno e varia individualmente.
Posso usar DIU durante a amamentação?
Sim, tanto o DIU de cobre quanto os hormonais podem ser usados durante a amamentação, geralmente a partir de 4 semanas após o parto, conforme avaliação individual.
O parceiro sente o DIU durante a relação?
Normalmente não. Os fios ficam posicionados no fundo do canal vaginal e são cortados no tamanho adequado na consulta. Se houver desconforto, o comprimento pode ser ajustado no retorno.
O DIU protege contra infecções sexualmente transmissíveis?
Não. O DIU previne gravidez, mas não protege contra ISTs. O uso de preservativo continua recomendado para essa proteção.
Depois de retirar o DIU, a fertilidade volta logo?
Sim. Nenhum dos tipos de DIU afeta a fertilidade a longo prazo — a capacidade de engravidar retorna rapidamente após a remoção.
Principais pontos
- O DIU é um dos métodos contraceptivos de primeira linha para FEBRASGO e ACOG, com alta eficácia, longa duração e reversibilidade imediata após a remoção.
- Os não hormonais (cobre e cobre/prata) duram até 10 e 5 anos, respectivamente, e não interferem em humor, libido ou peso.
- Os hormonais (Mirena e Kyleena) reduzem o sangramento menstrual e podem trazer benefício adicional em miomas, adenomiose e endometriose.
- A escolha do tipo ideal depende do histórico clínico, da paridade e da preferência por usar ou não hormônio — não existe um DIU "melhor" para todas as mulheres.
- A colocação é feita em consultório, dura poucos minutos, e o desconforto pode ser reduzido com anestésico local e técnica adequada.
Dr. Rodrigo Hermones — CRM-MG 41272 · Ginecologista e Obstetra · Medicina Integrativa · Clínica Saúde & Performance, Nova Serrana/MG.
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